segunda-feira, 13 de junho de 2016

Ho Chi Minh City: Nossas primeiras impressões do Vietnã

 

Quando pensamos em Vietnã a primeira coisa que nos vem à cabeça são imagens de florestas, campos de arroz e uma multidão de gente em bicicleta, ou seja, o clássico esteriótipo do Sudeste Asiático. Grande foi a nossa surpresa ao descer do avião em Ho Chi Minh City (HCMC) e deparar-nos com uma cidade moderna e cosmopolita, mas que ainda mantém um inegável toque tradicional, que pode ser observado em todos os cantos da cidade.


Não importa onde você vá, poderá encontrar barraquinhas vendendo todos os tipos de comidas locais, geralmente servidas por mulheres usando o tradicional chapéu de palha cônico. O contraste entre carrinhos de comida de rua e os arranha-céus com suas enormes paredes espelhadas não pode ser maior.

Depois de uma breve busca (talvez não tão breve assim...), a Deia encontrou um apartamento moderno e bastante luminoso, localizado bem no coração da zona de mochileiros. Depois de desfazer as malas e tomar um banho (mais do que necessário depois de viajar quase um dia!) estávamos prontos para sair e bater perna pelas ruas de HCMC.





Há apenas dez minutos a pé da nossa pousada se encontrava o mercado central de Ho Chi Minh City, ou melhor dizendo “o que costumava ser” o mercado central da cidade de HCMC, já que agora, mais da metade de suas bancas se dedicam à venda de roupas, sapatos e todos os tipos de souvenirs a “preços de turista”. A outra metade do mercado está dividida entre outras atividades mais tradicionais de um mercadão como verdureiros, açougueiros, peixarias e comerciantes vendendo especiarias, café, chá e, claro, as barracas de comida.



Nós não poderíamos perder a oportunidade de experimentar alguma iguaria local, e por isso nos sentamos em uma das várias bancas para provar o "Pho", que é talvez o prato mais conhecido da cozinha vietnamita. Em essência, é uma sopa de macarrão (geralmente macarrão de arroz) servido com carne, legumes cozidos e complementado com folhas verdes frescas. O perfeito equilíbrio entre o salgado, o ácido, o doce e o picante é algo inigualável, sem contar com o sabor incomparável e tão oriental do umami (ficou curioso não deixe de dar um google!).


Definitivamente a cozinha vietnamita é algo sério!





A influência francesa no Vietnã pode ser apreciada em todos os cantos do país, especialmente nas grandes cidades, que estão repletas de edifícios com estilos neoclássico, Art Deco e Art Nouveau. O que mais nos chamou a atenção foi a grande quantidade de igrejas no país, sendo a catedral Notre Dame de Ho Chi Minh a mais importante de todas. O edifício neo-gótico com decoração sóbria é uma das maiores atrações da cidade.


E bem ao lado da Catedral está o prédio dos correios, que ainda funciona como tal, mas também é repleto de quiosques vendendo bugigangas para turistas.








Cerca de 40 km do centro de HCMC, na aldeia de Cu Chi, se encontra uma extensa rede de túneis subterrâneos construída entre os anos 60 e 70 que, durante a guerra do Vietnã, foram usados ​​pela guerrilha vietcongue como base de hospitais, local de armazenamento de armas e alimentos, rotas de comunicação, e principalmente como refúgio durante o combate que durou mais de 20 anos.

Os americanos nunca suspeitaram nem do tamanho ou e da complexidade dos túneis, que formavam uma rede que conectava todo o país. Um exemplo disso pode ser visto em Cu Chi mesmo, onde inclusive uma parte dos túneis passava sob uma das bases do exercito americano, que era constantemente sabotada pelos Vietcongues.



Os túneis formam uma verdadeira cidade subterrânea, com distintos andares, um quartel com centro de comando, hospital, refeitórios, cozinhas e dormitórios. O passeio é concluído com uma breve demostração de algumas das armadilhas e arapucas usadas como defesa contra o exército americano, seguido por uma degustação de mandioca cozida, um dos poucos alimentos disponíveis durante a guerra, já era possível ser cultivado debaixo do solo.

Jamais iremos esquecer a experiência de entrar e literalmente “engatinhar” nos túneis de Cu Chi. Foram apenas 15 metros, suficientes para gerar uma mistura de claustrofobia, ansiedade e desespero, que ficarão para sempre gravados na nossa memória. Teremos para sempre um enorme respeito e admiração à esse povo resiliente e tão sofrido, que aguentou firme e forte a mais de 20 anos de constantes bombardeios, escondendo-se e defendendo-se nesses e em outros túneis do país.



Aqui deixamos alguns vídeos de nossa visita a Ho Chi Minh City:

 

Os Tuneis do Vietcong

Um comentário:


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