sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Os Pandas Gigantes de Chengdu

 



Os pandas são uma das espécies mais amadas em todo o mundo, e depois da nossa visita à Base de Pesquisa e Reprodução de Pandas Gigantes em Chengdu, eu entendo melhor o por quê. A minha vontade era de largar tudo e me voluntariar no centro em tempo integral. Afinal, essa seria a minha única chance de abraçar um panda bebê, a criatura mais fofa e adorável que já tive o prazer de conhecer.



Hoje, a população de pandas no mundo é de menos de 2000, sendo que 70% estão distribuidos na provincia de Sichuan, e ao redor de 130 na Base de Pesquisa em Chengdu. 

E mesmo com o trabalho excepcional realizado no parque, é dificil de imaginar que o urso possa sobreviver sozinho na selva. Não só porque o seu habitat natural, que são as montanhas da região centro-oeste da China, está praticamente destruído, mas especialmente pelo fato de que são animais solitários, tem pouco (para não dizer nenhum) apetite sexual, os filhotes nascem prematuros e geralmente são rejeitados pela mãe, e a alimentação a base de bambu oferece pouquissimo nutrientes e energia, necessitando cerca de 20 à 40kg da planta por dia para manter-los no peso ideal.


Para a nossa sorte e surpresa os pandas no parque estavam super ativos, comendo, rolando e trepando em galhos e troncos que nem macacos. Nunca imaginamos que um bicho de tamanha estatura fosse tão habilidoso subindo árvores.

É um mistério porque os pandas deixaram de comer carne, já que seu sistema digestivo é originalmente carnívoro. No parque, além de bambu, a dieta é complementada com cenoura, maçã e o que elses chamam de “Panda Cakes”, essencialmente é uma torta de farinha, soja e aveia . Os pandas adoram e comem de 3 à 5 por dia, servidos na ponta de uma vara pelos cuidadores, o que também os motivam a se exercitarem um pouco. E ver-los atrás dos cakes foi a uma das minha parte favoritas do passeio.


A outra foi ver os bebês panda na maternidade. A fila para entrar é imensa, e por essa razão, a média de tempo em frente à vitrine é de 30 segundos por pessoa. Eu poderia ter ficado lá o dia todo babando nos três filhotes que dormiam tranquilamente enquanto um dos voluntários os movia de um lado para o outro, como se fossem bichinhos de pelúcia. Mas o guarda se assegura de que, uma vez que você tirou a foto, ou o “selfie” (os chineses estão alucinados com o pau de selfie!) você ceda o seu lugar para o próximo da fila.


O parque é imenso, e além dos anexos com pandas adultos, também há outros animais ameaçados de extinção como o panda vermelho, uma éspécie de guaxinim, popularmente conhecido como panda-menor ou raposa de fogo e caracterizado pelo Mestre Shifu no filme Kungfu Panda da Disney.


A entrada custa 58 CNY (9.50 USD) por pessoa, o que para a China, é uma verdadeira pechincha. Há também tours guiados, que no nosso hostel custava 120 CNY (20USD) por pessoa. Se você está sem tempo o tour realmente é uma boa, mas caso contrário, o passeio sozinho continua sendo a melhor opção. Nós tomamos um ônibus até o Zoológico de Chengdu, e de lá tomamos o ônibus 87 (ou 198) por 2 CNY, que nos deixou praticamente na entrada do parque. O melhor horário para conhecer é de manhã, das 8 às 10h, quando os pandas estão ativos e se alimentando.

O complexo também conta com um museu, que mostra a origem e evolução da espécie durante os últimos 8 milhões de anos e o esforço dos científicos para evitar a extinção até os dias de hoje; um cinema (em inglês e chinês) bastante informativo; uma cozinha aonde é preparada a alimentação dos pandas; clínica veterinária e um centro de pesquisa e treinamento.


Nós adoramos conhecer o trabalho e ver os animais de perto, embora não foi dessa vez que a gente abraçou um panda. Valeu a pena visitar Chengdu que, além dos adoráveis ursos alvinegros, tem parques lindíssimos aonde aposentados vão jogar Mahjong (uma espécie de dominó em esteróides) e tomar chá em casas especializadas no assunto.


Pra quem curte um auê, Kuan Xiangzi e Zhai Xiangzi alleys são um prato cheio. A história desses becos datam o ano de 1650, embora o que se vê hoje é um complexo de lojas, restaurantes e até um Starbucks. Mais uma vez, os turistas locais dominam as ruas, mas um olhar mais atento acima das fachadas, sempre revela algo da arquitetura tradicional chinesa.


Não perca a nossa visita ao parque dos pandas gigantes de Chengdu abaixo:



Giant Pandas of Chengdu

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